Assembleia de Deus - Congregação Cidade Ademar 2 Setor 08 - Ministério do Belém

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CHAMADA DO OBREIRO - LIÇÃO - 1

07/12/2013 19:58
Quando Cristo iniciou seu ministério, escolheu doze discípulos que aprenderiam com Ele, para depois pregarem, ensinarem e continuarem a grande obra a realizar-se até a consumação dos séculos. Esses discípulos precisavam, aceitar os convites de Jesus abaixo descritos: a) “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma” esse foi um convite extensivo a todos os pecadores, a se libertarem das garras do diabo e das inflicções da Lei que era iminente, assim como o pesado jugo que essa lhes impunha (Mt 11:28-29); b) “Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me, porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á” nestes dois versículos, Jesus usa a imagem de Seus discípulos carregando uma cruz e seguindo-O; estes entenderam o que Ele queria dizer. A crucificação era um método romano muito usado nas execuções, onde os condenados carregavam sua cruz pelas ruas até o local designado para a execução, acompanhar Jesus, portanto, sempre significou um compromisso com risco de morte, sem a possibilidade de voltar atrás (Mt 16:24-25; ver também Mt 10:39); c) 
 
“E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens” seguir após Jesus, significa preparar-se para a grande tarefa de buscar os perdidos através das Boas Novas do Evangelho da Graça. Os discípulos são chamados para, primeiramente, seguirem a Jesus e conhece-lo. Partindo desse relacionamento com Jesus, Seus discípulos estão aptos a levarem outros à salvação (Mc 1:17; ver também Fp 3:8, 10; Pv 10:30; Dn 12:3; 1Co 9:22).

Entre os diversos aspectos da chamada Divina, é bom destacar, Lucas 24:49, onde diz: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”. Entre a preparação do discípulo e o seu envio como obreiro para o campo, Cristo exige de cada um: “... Ficai, porém na cidade...”. Primeiro ficar para depois ir. Ficar sobre a ordem do Senhor é tão sublime quanto partir sob a orientação e bênção do mesmo Senhor. A precipitação tem levado muitos à derrota ministerial. É Deus quem chama, capacita e envia, todavia, sob a égide da Igreja Local, por Ele estabelecida em conformidade com Mt 16:18. Ir quando deve ficar não é menos perigoso do que ficar quando se deve ir. Davi ficou em Jerusalém quando devia estar com os seus soldados lutando contra os filhos de Mmom, e como resultado disso pecou gravemente contra Deus (2Sm 11:1-4). Aimaás partiu quando devia ter ficado, o resultado disso foi que, quando chegou ao seu destino, descobriu que não tinha mensagem alguma (2Sm 18:29).
Pedro estava entre os mais de quinhentos que ouviram: “... Ficai, porém na cidade...” Não estava entre os aproximadamente 380 que não ficaram, mas, entre 120 que atentaram para a ordem do Grande Mestre, e ficou; conseqüentemente recebeu o batismo com o Espírito Santo, e após esse dia, não era mais o Pedro de outrora (At 2:14-47).
A exemplo de nosso Senhor Jesus Cristo, nenhum de nós deveriamos incluir um ministério de maiores proporções, até que tivesse uma especial visitação do Espírito Santo. E para tê-la, precisamos ficar na cidade, até que do alto sejamos revestidos do poder.
Havendo os discípulos ficado na cidade, o que significa: preparo na palavra, na oração, na comunhão, no jejum, no servir uns aos outros, na obediência, veio sobre eles o Espírito Santo, capacitando-os a partir de então a saírem como testemunhas de Cristo, em Jerusalém, Samaria, Judéia e até aos confins da terra (At 1:8).
Como para todas as coisas há um preço, não seria diferente para com a chamada do obreiro, enquanto que o preço da nossa salvação é o sangue de Jesus, o da chamada do obreiro é após o efeito do sangue de Jesus, ficar na cidade, adquirindo experiências na higiene dos toaletes da Igreja, nos serviços braçais, na oração, nos cultos de doutrina, no aprendizado, servindo na Santa Ceia, na comunhão, com abnegação, humildade, compreensão, ajudando o seu pastor em tudo que lhe for atribuído. Começando como membro cooperador, missionário, diácono, presbítero, evangelista e pastor.
É comum se vê hoje “pastores” sem rebanho. Quando se fala em pastor é porque há um rebanho, a não ser que esse pastor seja ordenado na Igreja Local ou na Convenção, para ajudar no ensino, na direção de Igreja, bem como em tudo que o líder lhe indicar para o bom desempenho na obra do Senhor. 



TEXTO – 1
Os doze apóstolos
1. A procedência dos primeiro discípulos. Eram Galileus. No conceito judaico, Cristo não nasceria na Galiléia e nem de lá surgiriam profetas (Jo 7:41-52). Jesus não chamou seus discípulos da corte herodiana, na Escritura lemos(1Co 1:26). Não escolheu de Jerusalém, dentre os principais sacerdotes, e anciões. Mas da Galiléia, exceto Judas Iscariotes, que era Judeu.

2. As qualidades dos primeiros apóstolos. Jesus, chamou primeiro dois pares de irmãos: Pedro e André, e Tiago e João (Mc 1:16-20). Eles eram discípulos de João Batista, e foram submetidos ao batismo do arrependimento. Os mais dispostos a seguir a Cristo, aceitaram de bom grado as regras da nova vida de fé. Além disso, compunham duas famílias estruturadas, que trabalhavam juntas (Lc 5:9-11). 

3. Exerciam uma profissão modesta. Eram pescadores. Cristo não despreza o homem, por exercer uma profissão humilde. Quem estiver pronto a trabalhar e a aprender, será útil à causa do Mestre.


TEXTO – 2
A essência da chamada
Todas as palavras de Jesus eram plenas de objetividades.
1. O teor da chamada. “Vinde a mim, e eu vos farei pescadores de homens”(Mc 1:17). Três fatos importantes compõem o chamado de Cristo:
a – “Vinde a mim”. Vir a Jesus é condição essencial para que alguém seja enviado a pregar o Evangelho de Cristo.
b – “Eu vos farei”. Nenhum homem, por si mesmo, pode elevar-se à categoria de ministro de Cristo, pois Ele mesmo disse: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15:5); “O homem nada pode receber, sem que do céu lhe seja dado”
c – “Pescadores de homens”. Jesus não os chamou apenas para proferirem belos discursos. Escolheu-os para participarem de seu plano de salvação. Pescadores de homens significa ganhadores de almas para o reino de Deus.

2. Jesus chamou-os para o trabalho. Não os escolheu para uma vida cômoda, cheia de regalias. Chamou pescadores, experientes no trabalho árduo, e de riscos constantes, que exigia coragem para enfrentar os perigos, e vigilância para evitar possíveis tragédias. Estas condições determinam o perfil de homem chamado por Cristo, nos dias atuais. Tem que ter disposição para trabalhar e libertar os escravos de Satanás, e vigiar, para não ser enlaçado nos seus ardis (1 Pe 5:8).

3. A prontidão dos discípulos. Sem pensar em honrarias e sem temer dificuldades, eles deixaram suas redes de pescar, e prontamente se dedicaram ao labor de pregar o Evangelho, que “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:16). Aliás, a Igreja nasceu, quando ninguém tinha de que se orgulhar. O ministério não é motivo de orgulho e não serve para honrar comodistas, atraídos por interesses próprios, sua única finalidade é promover o Reino de Deus entre os pecadores. Neste caso, o “eu” desaparece, assim como o ponto de vista, a razão e o legalismo radical. Jesus não veio, senão aos perdidos, miseráveis e destituídos da graça de Deus. Ele veio às pessoas que se encontravam fora da sociedade e sem condições para reintegrar-se à mesma, assim como, a mulher samaritana, os publicanos, os leprosos, e etc. (Mt 9:13, 18:11; Mc 2:17; Lc 5:32; Lc 17:12, 19:10). A prontidão do obreiro, constitui-se também, além de empenhar-se inteiramente à obra do Mestre, como atentar para a necessidade que o pecador tem de Deus.

TEXTO – 3
A Natureza da chamada
A chamada de Cristo para o trabalho é de natureza comum e especifica.
1. A chamada de natureza comum. A Igreja é o corpo de Cristo, composto de muitos membros, e todos devem contribuir para o seu desenvolvimento e edificação, mediante o testemunho, o conselho e a oração. “Para cada crente, o Mestre preparou um trabalho certo, quando o resgatou”. 

2. A chamada de natureza especifica. Além da participação de todos, existem ministérios distintos, para os quais há homens chamados por Deus. À luz das Escrituras, essas chamadas sempre foram precedidas de marcantes experiências espirituais, pelas quais as pessoas foram capacitadas a colocar em um plano inferior todos os demais interesses.
Moisés, apesar de sua posição elevada e da instrução “em toda a ciência dos egípcios”, tornou-se “poderoso em suas palavras e obras” (At 7:22). Os quarenta anos como pastor de ovelhas, no deserto, contribuíram para torná-lo manso (Nm 12:3). Entretanto, só após a experiência da sarça ardente, foi capacitado para a grande missão de libertar o povo israelita, escravizado no Egito (Êx 3:2-10). Temos também os exemplos de Isaías (Is 6:1-8) e de Saulo, no caminho de Damasco (At 9:1-22).

3. A chamada para o trabalho. Ela sempre comove o homem a sentir profundo amor pelas almas, sem pensar em recompensas materiais. Aliás, esta é uma condição imposta por Jesus: capacidade de vencer todos os obstáculos e de suportar os sacrifícios, por esta causa gloriosa.

4. A chamada divina, um desafio irresistível. A chamada divina manifesta-se na vida do candidato ao ministério, antes de sua consolidação. Constitui-se, na pessoa, um desafio irresistível, a ponto de ela nada temer, mesmo consciente das inúmeras adversidades que enfrentará em favor do reino de Deus. A chamada divina o inflama. A paixão pelas almas o domina. O executar a sua missão, em qualquer circunstância, proporciona-lhe a maior felicidade, por tudo o que sofrerá.

5. A chamada e o preparo intelectual. A instrução, o preparo intelectual, e o treinamento em um educandário cristão não constituem uma chamada divina para o santo ministério. Estes fatores, indubitavelmente, tornam mais amplas as oportunidades do servo de Deus, e são úteis ao seu ministério. Ninguém pode ensinar o que não aprendeu. Os que se aventuram, envolvem-se em confusão, e caem no descrédito das pessoas entendidas no assunto.

6. O mérito das escolas de preparação. Quanto aos seminários e institutos, a formação e o nível espiritual deles determinarão, em grande parte, a condição espiritual do ministro. Por outro lado, nenhum preparo intelectual substitui a meditação na Palavra de Deus, e a oração. A isto, temos denominado de “velho método”, pois o encontramos na Bíblia, desde tempos remotos: “Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos’’ (Nm 14:5-7).
Diante dos problemas da primeira comunidade cristã, os apóstolos buscaram soluções que lhes permitissem dedicar-se à oração, e ao ministério da palavra (At 6:4).

TEXTO – 4
Chamada e habilitação
Conhecimento profundo das Sagradas Escrituras, aliado à poderosa unção do Espírito Santo, completa a habilitação daquele que é chamado por Deus para o seu serviço.

1. A divina condição para o trabalho. O ganhador de almas, com a mente esclarecida pela Palavra de Deus, e a alma inflamada pelo zelo e santo amor, e o coração abrasado pelo Espírito Santo, tem condição de entender e expor com segurança a razão de sua fé e esperança (1 Pe 3:15).

2. Homem capaz, para uma obra excelente. “Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja” (1 Tm 3:1). É lógico: para uma excelente obra é necessário um homem capaz. Em adição a isto, aplicamos a pergunta de Paulo: “E para estas coisas quem é idôneo?” (2 Co 2:16).

3. A responsabilidade do ganhador de almas. Certa ocasião ouvi de um obreiro improdutivo esta desculpa: “Cada um tem seus diferentes dons”. Isto é verdade, mas não se aplica aos descuidados e indolentes, que agem como se não fossem responsáveis pelos seus insucessos. Se, de fato, recebemos e administramos diferentes dons espirituais, estes resultarão em notável êxito em nosso ministério. Busquemos com zelo os dons espirituais, para a edificação da Igreja (1 Co 14:12). Os ministérios (Ef 4:11,12) também exercem suas funções na edificação do corpo de Cristo, e visam um fim proveitoso (1 Co 12:7).

 

Autores

Pastores Jorge Albertacci e Valdeir Pereira dos Santos