Assembleia de Deus - Congregação Cidade Ademar 2 Setor 08 - Ministério do Belém

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COMBATENDO A EVASÃO ESCOLAR - Parte 2.

09/11/2014 16:39
1. 0 educando
Uma ED, para ser eficaz evidentemente necessita possuir uma correta compreensão da importância do educando. Os modelos convencionais de educação colocavam como ator principal no processo educacional a figura do educador. O educando ou aluno era apenas receptor do conhecimento ou conteúdo que eram despejados nele. Com o passar dos anos, se verificou a anomalia desse processo. O educando passa agora a ser o ator principal da educação. Mas, há uma coisa que devemos prestar bem atenção nesse pensamento. As teorias em voga hoje em dia que exaltam a figura do educando mais do que a do educador estão impregnadas de conceitos anticristãos. A ideia é que o homem é um ser produto da evolução das espécies, destituído de valores espirituais e até mesmo morais.
A sua vida será construída por ele mesmo e, por isso, o educador precisa ter muito cuidado para não interferir ou interferir o mínimo possível nesse processo. É aí que os princípios religiosos se tomam uma ameaça para esse modelo educacional. O homem deve ser educado tomando por base apenas fundamentos humanistas e, quando quiser, se quiser, adotará valores espirituais que julgar necessários. É por isso que o ensino e símbolos religiosos estão sendo suprimidos do processo educacional.
Feita essa observação, devemos, a bem da verdade, dizer que o aluno merece atenção especial. Quando observo que uma ED está agonizando, logo verifico que ali não se possui uma compreensão correta do papel do educando. O aluno é negligenciado ou esquecido. Isso pode ser visto na estrutura arquitetônica de nossas igrejas, que muitas vezes não possuem salas de aulas adequadas para os alunos. Em muitos casos, porque não se acha isso importante. No outro lado, está a falta de preparo adequado por parte dos professores.
2. O educador
Antônio Vieira, famoso escritor do século 17, fez uma pergunta para em seguida responder. Após analisar a parábola do Semeador, Vieira conclui que a razão da semente não frutificar em determinados tipos de solos não foi culpa de Deus. De quem seria então a culpa? "Sendo pois certo de que a Palavra divina não deixa de frutificar por parte de Deus; segue-se que ou é por falta do pregador, ou por falta dos ouvintes. Por qual será? Os pregadores deitam a culpa aos ouvintes, mas não é assim. Se fora por parte dos ouvintes, não fizera a Palavra de Deus muito grande fruto, mas não fazer nenhum fruto, e nenhum efeito, não é por parte dos ouvintes. Provo. Os ouvintes ou são maus ou são bons: se são bons, faz neles grande fruto a Palavra de Deus; se são maus, ainda que não faça neles fruto, faz efeito (...) Supostas estas duas demonstrações; suposto que o fruto e efeitos da Palavra de Deus, não fica, nem por parte de Deus, nem por parte dos ouvintes, segue-se por consequência clara que fica por parte do pregador. E assim é. Sabeis, cristãos, porque não faz fruto a Palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. Sabeis, pregadores, porque não faz fruto a Palavra de Deus? Por culpa nossa" (Antônio Vieira, Sermão da Sexagésima, Ed. Lelo & Irmãos, Porto, Portugal).
Se trocássemos a palavra "pregador" por "educador" ou ainda "pastor", dava no mesmo. Muitas escolas dominicais não funcionam por culpa dos pastores.
Lógico que isso é uma exceção, mas é uma verdade. Se o pastor não acompanha a PD, como ele irá fazer uma correta avaliação das classes? Como ele* saberá que professor necessita ser reciclado ou até mesmo substituído? Se o pastor acompanha de perto o desenvolvimento de sua ED, ele terá condições de por à frente do trabalho um superintendente de ED à altura. Já substituí colegas em igrejas que, mesmo sendo homens sem muita cultura, demonstravam um grande cuidado com a ED. O resultado era uma Escola Dominical bem assistida. Se o obreiro não demonstra essa interação com a igreja e a ED, então ele terá como frequência na Escola Dominical apenas Pedro, Tiago e João.
José Gonçalves é pastor em Teresina (PI), escritor e comentarista das Lições Bíblicas de jovens e alunos.

 

FONTE: Revista Ensinador. Editora CPAD.N°43. pag. 30.