Assembleia de Deus - Congregação Cidade Ademar 2 Setor 08 - Ministério do Belém

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LIÇÃO - 11 O BOM COMBATE (2 Tm 4:7)

25/04/2014 20:21

Introdução
O BOM COMBATE: 2Tm 4:7
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”.
As declarações de Paulo no texto em apreço, quando não considerado o contexto dá para o leitor a idéia de um contra-senso, visto que, sua vida foi somente de sofrimento a partir de sua conversão até o dia da sua partida para estar com o Senhor.
O que esse homem podia chamar de “bom combate” diante de tanto sofrimento?
Suas prerrogativas testemunhadas por ele próprio: - “Quanto a mim, sou varão judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso para com Deus, como todos vós hoje sois”. (At 22:3).
Paulo, enquanto perseguidor, gozava de alto conceito entre as autoridades de então. Era judeu, termo que no NT também é usado para aqueles que seguiam o judaísmo e que, às vezes, atacavam a fé cristã, chegando a perseguir os cristãos (Mt 28.15; Jo 1.19; 3.25; At 14.19). Era nascido em Tarso, Capital da Cilícia. A qual era um grande centro comercial e cultural. (At 9.11). Era cultos, formado aos pés de Gamaliel fariseu e mestre da Lei (At 22.3). Este era tolerante em relação aos cristãos (At 5.34-39).
Um homem com todas as prerrogativas acima, atende a chamada do Mestre e doravante renuncia tudo por amor ao evangelho. Ele mesmo declara: “Como nada, que útil seja” “deixei de vos anunciar e ensinar publicamente”. (At 20:20).
Aos Filipenses ele declara: “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus; meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo. (Fp 3:8).
É comum o crente se mostrar disposto a fazer a obra do Senhor, mas, sem renúncia, sem abnegação, sem querer perder alguma coisa. Às vezes diante de tanta empolgação acaba sendo consagrado a obreiro, é reconhecido pelo Pastor, pelo ministério e pela Igreja, daí a pouco, um fracassado, incauto e pernicioso para a Igreja, começa a dizer para um e para outro: vou sair deste ministério, vou mudar de Igreja, aqui estou preso, preciso trabalhar, esta Igreja é fria, o irmão fulano é um mandão, o sicrano é outro e o pastor não vê. Um obreiro escolhido de acordo com o que disse Jesus em Jo 6:70.

Bom combate, um paradoxo?

No momento dessa declaração sua morte era iminente, ele entendia que estava preste a ser sacrificado. Realmente ele era um imitador de Cristo (1Co 11:1), que ao expirar na cruz, bradou: “está consumado”, com essas palavras Ele dizia: todas as coisas estão satisfatoriamente concluídas de acordo com a vontade do Pai! (Jo 19:30).

O bom combate propriamente dito:
Paulo combateu contra os erros religiosos: (Rm 1:21-23) Combateu contra o pecado e a imoralidade nas igrejas (Rm 3:5; 2Tm 4:3; 6:1. Combateu contra os falsos mestres (2Tm 4:3). Combateu contra a deturpação do Evangelho (Gl. 1:6-12, Combateu contra o mundanismo nas Igrejas...Rm. 1:12...Combateu contra o pecado...Rm. 6:8-13 - I Cor. 9:24-27...
Porque Paulo classificou essa luta como bom combate?

1 - Pela convicção que ele adquiriu no seu encontro com o Senhor At 9:1;
2 - Porque ele sabia em quem tinha crido (2Tm. 1:12);
3 - Porque ele foi arrebatado até ao terceiro Céu 2Co 12:2
4 - Porque ele teve visão da parte do Senhor 2Co 12:1
5 - Porque ele foi arrebatado até ao Paraíso 2Co 12:4
6 - Porque ele ouviu palavras inefáveis 2Co 12:4
7 - Porque na vida dele havia sinais e prodígios (2Co 12:12)
8 - Porque ele se considerava como lixo do mundo (2Co 4:13)
9 - Porque ele tinha o céu por sua cidade (Fp. 3:20).

Autores

Pastores Jorge Albertacci e Valdeir Pereira dos Santos