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Malásia: justiça proíbe uso da palavra ‘Alá’ para não-muçulmanos

14/10/2013 10:57

O uso da palavra 'Ala' tem dividido opiniões no país

O uso da palavra ‘Ala’ tem dividido opiniões de religiosos em todo o país

Um tribunal na Malásia decidiu nesta segunda-feira (14) que não-muçulmanos não podem usar a palavra Alá para se referir a Deus, nem mesmo dentro do contexto de suas próprias religiões.

A decisão tomada reverte a de outra instância inferior, tomada em 2009. Na Malásia, muitas pessoas de diferentes crenças chamam o seu Deus de Alá.

Os cristão argumentam que têm usado a palavra Alá há séculos.

A primeira decisão sobre o assunto, de 2009, provocou tensão entre as diferentes religiões. O caso foi à Justiça depois que o governo determinou que o jornal católico ‘The Herald’ não poderia usar “Alá” para se referir ao Deus cristão.

O processo foi vencido na primeira instância pelo jornal, mas a decisão foi revertida agora.

“O uso da palavra Alá não é parte integral da fé no Cristianismo. O uso da palavra vai provocar confusão na comunidade”, disse o juiz Mohamed Apandi Ali, responsável pela sentença.

Imagem: Divulgação/IlustraçãoO editor do jornal ‘The Herald’, Lawrence Andrew, se disse “decepcionado e surpreso” com a decisão. Ele prometeu recorrer. ”É um passo para trás no desenvolvimento de uma lei em relação à liberdade fundamental de minorias religiosas”, disse Andrew.

Os apoiadores do jornal lembram que muitas traduções da Bíblia para a língua malaia usam a palavra “Alá” em referência ao Deus cristão.

Para alguns grupos islâmicos, a palavra “Alá” pode ser usada para tentar converter muçulmanos ao cristianismo. ”‘Alá’ não é uma palavra malaia. Se eles, os não-muçulmanos, querem usar uma palavra malaia [para se referir a Deus], eles deveriam usar ‘Tuhan’ em vez de ‘Alá’”, disse à BBC o advogado que representa o governo no caso.

Alguns malaios acreditam que o partido do governo, de inclinação islâmica, está usando a polêmica para ganhar votos entre os muçulmanos. A religião é seguida por quase dois terços da população. Também há grandes concentrações de hindus e cristãos.

Fonte: BBC Brasil