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Mulheres - Aleitamento materno: uma atitude de amor

17/08/2013 17:19

 

Hoje em dia não se questiona mais a importância do leite humano para recém-nascidos e lactentes por um período mínimo de seis meses. Existe mesmo uma recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) que esse tempo seja estendido sem limite predeterminado.
 
As vantagens são evidentes do ponto de vista nutricional, imunológico (maior resistência às infecções e menor desenvolvimento de alergias), psicológico e mesmo metabólico são indiscutíveis. Nas regiões mais pobres pode significar a diferença entre a saúde e a doença, a vida e a morte.
 
O aleitamento materno é sem dúvida de grande valor para a mãe, tendo sua indicação justificada por vários motivos. A sua prática tem sentido muito valiosa na recuperação da forma e do peso materno, pois existe um favorecimento que se traduz no enxugamento corporal materno, já que a amamentação ao seio exige um gasto calórico muito grande da mãe. Tem sido constatado que a mulher que amamenta recebe maior proteção de doenças como o câncer de mama, diabetes, osteoporose entre outras patologias.
 
A criança, por sua vez, tem na prática do aleitamento materno, uma oportunidade áurea de receber uma nutrição superior, hidratação necessária, a garantia de proteção contra as doenças infecciosas e alérgicas, tendo facilitada sua rápida digestão pelo leite espécie específico que recebe (apenas 3 horas), e uma grande vinculação afetiva e emocional. Não se pode esquecer também que a criança aleitada no seio vai precisar muito menos de internações hospitalares, tendo em conta ser protegida das diarréias, otites médias, infecções respiratórias entre outras.
 
O desmame precoce que se observou em todo mundo, e que felizmente começa a regredir, graças a um esforço concentrado de profissionaIs de saúde, mães, grupos de apoio, governos, etc., tem origens históricas, sociais, políticas e , principalmente, econômicas. A angustia da separação da mãe e da criança que ocorre no momento do nascimento, pode ser superada através da amamentação, pois o contato entre ambos, neste ato, pode restabelecer a relação íntima que mantiveram durante a gestação e que se perdeu após o parto, além de ser muito importante, como mencionado anteriormente, para a saúde da mãe e do bebê.
 
Não existe leite fraco ou inadequado, aliás, é oportuno lembrar que existem três tipos de leite materno, a saber:
 
Colostro – é o primeiro leite que o bebê mama, rico em anticorpos que a mãe transfere ao recém nascido, geralmente surge nas primeiras 72 horas após o parto, e se estende por 12 dias, tendo aspecto claro ou amarelado, podendo ser espesso; 
Leite de transição – é uma transição entre o colostro e o leite maduro, em que se nota maior componente calórico; 
Leite maduro – é na verdade o alimento que tem os componentes na proporção e necessidade exigida pelo bebê, e a sua produção vai se manter pelo tempo todo da amamentação.
 
 
O tamanho dos seios não faz nenhuma diferença quanto a capacidade de aleitamento, já que ele representa uma formatação tecidual, enquanto o leite é produzido pelo tecido glandular, e sua quantidade é aproximadamente a mesma em todas as mulheres.
 
A qualidade do leite materno é uma das maravilhas criadas por Deus, pois, independentemente do padrão alimentar da mãe, o seu valor nutricional é rigorosamente o mesmo, ou em outras palavras, o leite da mãe abastada ou da mãe pobre traz o mesmo benefício alimentar para o filho!
 
 
Dr. Paulo Talizin
 
CRM / PR7625