Assembleia de Deus - Congregação Cidade Ademar 2 Setor 08 - Ministério do Belém

Rua Doutor Márcio Martins Ferreira, 68
São Paulo, SP.
04405-060

contato@adademar2.com.br

Mulheres - Prevenção diminui risco de câncer ginecológico

23/08/2013 17:25

Fazer exames preventivos a cada ano e procurar o médico ao primeiro sintoma de anormalidade nos órgãos sexuais, são as únicas formas de se diminuir a mortalidade por câncer ginecológico. O diagnóstico precoce da doença facilita o tratamento, minimiza as suas complicações e aumenta muito  as possibilidades de sobrevida da mulher.

A diligência das mulheres de realizar periodicamente o exame de Papanicolau e consultas preventivas transforma o risco de câncer uterino em evento muito pouco possível. Nos paises mais desenvolvidos o câncer de colo do útero praticamente desapareceu. No Brasil, dependendo da região, é a patologia neoplasica  mais freqüente.

Em uma consulta  de rotina, o ginecologista pode constatar a presença de lesões pré- cancerosas (displasias) no colo do útero e tratá-las no próprio consultório. Caso não sejam devidamente cuidadas, essas lesões podem evoluir se transformando  num câncer.

As chances de cura das referidas lesões precursoras, assim como do câncer de colo de útero que ainda não invadiu os tecidos próximos (carcinoma “in situ”), são totais e, o médico pode fazer pequenas cirurgias que não impedirão, inclusive, da mulher engravidar posteriormente.

No caso do câncer de útero, é possível fazer o diagnóstico nas fases iniciais, desde que a mulher, principalmente aquela na faixa etária de risco, procure o médico ao primeiro sinal de sangramentos anômalos. Uma vez feitoo diagnóstico, e antes dele se espalhar, a possibilidade de cura no tratamento é de 90% dos casos.

Em outros tipos de câncer ginecológico o diagnóstico precoce nem sempre é obtido com facilidade. No caso de câncer de ovário, não há sintomas marcantes. Um exame de ultrassonografia pode permitir sua descoberta. A palpação pelo médico pode ser difícil naqueles casos de menor volume.

A confirmação da doença, qualquer que seja o local de aparecimento  do câncer , só é possível ter certeza através de uma biopsia (um pedaço do tecido suspeito é retirado e analisado em laboratório médico de anatomopatologia). É através desse exame que se vai saber o tipo de tumor e seu estágio de desenvolvimento. Vale mencionar que é o exame clínico que orienta o médico ginecologista nos pedidos de exames. É muito importante salientar que o tratamento adequado vai ser determinado de acordo com o estágio da doença, e, que isso tudo mostra ser da maior importância  a mulher realizar a prevenção  da saúde ginecológica, de modo rotineiro, evitando os riscos do ser vítima do câncer!

Para melhor entendimento, as ilustrações e tabelas abaixo poderão ser úteis.

 

 

QUEM DEVE FICAR ATENTA
LOCAL
FATORES DE RISCO
SINTOMAS
Colo do útero

 

Entre 40 e 49 anos. Mais de cinco gestações; início precoce da vida sexual; muitos parceiros sexuais.

 

Sangramento ou corrimento fora do normal, dor pélvica.
Útero (endométrio)
Entre 60 e 70 anos. Diabetes; pressão alta; obesidade; poucos ou nenhum filho.
Sangramentro fora do normal, especialmente depois da menopausa, dor abnominal ou nas costas.
Ovários
Entre 40 e 70 anos. História de disfunção de ovário; sem filhos; história de câncer no seio.

Desconforto abdominal vago ou indigestão; sem sintomas distintos nos estágio iniciais. Dor abdominal e inchaço nos estágios mais avançados.
 

Vulva
Entre 55 e 65 anos. Diabetes; obesidade.

Coceira, dor e sangramento.



 
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO
 
LOCAL
TESTE
EXPLICAÇÃO
Colo do útero
Papanicolau
Análise em laboratório de células raspadas da superfície do colo do útero.
 
Colposcopia

Exame direto do local com um microscópio. O colo do útero é pincelado com uma solução que mostra manchas brancas nas zonas atingidas quando se observa sobre microscópio com lente verde. O local pode ser fotografado.

 
Biopsia
Retirada do tecido da área afetada para análise. Feito durante a colposcopia.
 
Conização
Retirada de uma porção em forma de cone do tecido do canal cervical.
Útero (endométrio)
Aspiração
Aspiração de células do útero através de uma sonda.
 
Curetagem
O médico introduz uma cureta nno útero e raspa sua parede. Feito sob anestesia geral leve.
Ovários
Exame físico
O médico apalpa o ovário e sente alterações de volume.
 
Laparotomia
Cirurgia para examinar a cavidade abdominal.
 
Ultrassom
Visualização da cavidade abdominal através de ondas sonoras de alta freqüencia.
Vulva
Teste de Collins
O médico passa um corante (azul de toluidina) e depois um removedor (ácido acético). Nos locais que permanecerem corados é feito uma biopsia.
 
Biopsia simples
Retirada de um pedaço do tecido sob anestesia local.
 
LG