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Um coração rendido a Deus

28/09/2014 10:24

As pessoas buscam modelos dignos de serem seguidos, de heróis autênticos que as motivem. É fato que as pessoas precisam de modelos de integridade moral, cuja vida as inspire a ser melhores.

O poeta russo Boris Pasternak escreveu: "Não são as revoluções nem os motins que abrem a estrada para dias novos e melhores, mas a alma de alguém inspirada e em chamas".

Um destes heróis é Davi, o pastor de ovelhas, o Rei de Israel. Ele é o único em toda a Escritura a ser chamado "homem segundo o coração de Deus". Ele é mencionado mais do que qualquer outro personagem do AT nas páginas do NT. Davi foi poeta, músico, guerreiro valente, e estadista nacional. Nas batalhas: foi vencedor. Nas decisões: usou de sabedoria. Na solidão: foi um salmista. Na amizade: foi integro e fiel.

O que realça a história de Davi é a transparência dos relatos biográficos, que também mostram outras faces em seu caráter, a saber, que ele também errou como todos nós.

Diz Carl Sandburg, que escreveu a biografia de Abraão Lincoln: "Só depois de uma vida ter caído é que podemos medir adequadamente seu comprimento de significado, sua largura de impacto, sua profundidade de caráter". Ele usou um pitoresto ditado de lenhador: "Uma árvore é melhor medida quando cai por terra".Por isso, Davi, longe de ser perfeito, e mesmo tendo caído, tem pontos fortes que são dignos ser seguidos.

Há três momentos de deserto na vida de Davi. Primeiro, a solidão nas Campinas, como pastor de ovelhas. Davi aqui correu o perigo de perder Deus de vista na solidão dos longos dias de pastoreio. Segundo, a solidão no deserto, como solitário viajante. Neste momento, ele corre o perigo de perder Deus de vista em terra hostil. O terceiro é a solidão no palácio, como Rei do povo de Deus. O perigo de perder Deus de vista nos prazeres de uma vida abastada.

Em cada momento Davi foi trabalhado em sua sinceridade. Ele poderia abandonar Deus em qualquer destes momentos, pois tinha motivos consistentes. Por isso Davi é nosso modelo, porque soube render seu coração a Deus somente. Ele possuía um ardor em buscar a face do Altíssimo.

Todos nós também entramos em terra hostil e sentimos a solidão dos desertos da vida. Corremos o real perigo do distanciamento. Nós aprendemos com Davi, porque teve sensibilidade para fazer as correções necessárias. Ele não endureceu o coração, mas restaurou a ordem em sua vida, recuperou seu comportamento real e sua identidade e se lembrou de quem era. Davi foi simplesmente um homem segundo o coração de Deus.

Quando o Senhor nos resgatou ele nos deu uma nova identidade. É fato que corremos o risco de perder Deus de vista mesmo dentro da igreja, e fazer de nosso cristianismo somente uma religião. Por isso, precisamos sempre estar lembrando quem somos nós: um povo santo, escolhidos para a comunhão com o Espírito Santo, separados para anunciar vida de Jesus, fortalecidos no amor do Pai, chamados para servir os irmãos com paz e alegria. Deus nos abençoe.